quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Servidores Federais Realizam Protesto Por Melhores Salários e Condições de Trabalho em Recife


 Servidores federais e manifestantes ocuparam a Praça da Independência, no Recife. (Foto: Katherine Coutinho / G1)

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Os servidores públicos federais em greve fizeram uma manifestação no Recife, nesta quarta-feira (15). O protesto contou com a participação de várias categorias, que se reuniram na Praça Oswaldo Cruz, e seguiram em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, em direção ao centro. O objetivo da manifestação foi pressionar o governo, a fim de que ele apresente ainda esta semana uma nova proposta para todas as categorias.
“A pauta foi desde a reestruturação de carreira até a reposição da salarial. As categorias pedem um aumento em torno de 22%. Além disso, pedimos mais investimento nos setores básicos, como educação e saúde”, comentou o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Pernambuco (SINDSEP-PE), Rinaldo Vasconcelos.

Carlos Veras, presidente estadual da CUT. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Carlos Veras, presidente estadual da CUT.
(Foto: Katherine Coutinho / G1)
O presidente estadual da CUT, Carlos Veras, ressalta que a manifestação visa unificar o movimento. "O que acontece na luta de um sindicato, pode acontecer no de outro também. Estamos unificando as lutas para juntos conseguirmos avançar. Continuamos abertos para negociação", explica Carlos.
Pernambuco tem aproximadamente 20 mil servidores federais ativos, segundo o coordenador geral do Sindicato dos Servidores Federais do estado, Sérgio Goiana. “Temos as universidades federais paradas, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], os institutos federais e o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] aqui no estado. Além desses, temos também os funcionários do Ministério da Agricultura e do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico] fazendo paralisações semanais”, conta Goiana.
Segundo o coordenador geral, seriam necessários R$ 25 bilhões no orçamento da União para resolver todas as greves de servidores. “Seriam R$ 25 bilhões em 2013 e o mesmo em 2014, resolveria tudo de todas as bases sindicais. Parece muito, mas o orçamento está previsto em R$ 1,56 trilhões, sendo R$ 900 bilhões só para dívida pública. Por que nós temos que ser prejudicados?”, diz Goiana.

O presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), José Luiz Simões, defende que o problema atual é a falta de uma política de aumento salarial dos servidores públicos baseada na inflação. "Se tivesse algo como o salário mínimo, que aumenta a inflação mais uma porcentagem, não teríamos porque passar todo ano por esses problemas de falta de respeito com a nossa data-base", acredita Simões.
Educação
O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) está com apenas duas unidades funcionando no estado, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), José Carlos de Souza. “Apenas Afogados da Ingazeira e Garanhuns não aderiram à greve. A união dos movimentos ajuda a pressionar o governo. O orçamento seria fechado no dia 5 de agosto. Já foi para o fim do mês”, lembra Souza.
Integrante do comando grevista da UFRPE, o professor José Nunes ressalta que essa é uma luta de todos, inclusive da sociedade. “Não estamos em greve apenas por causa de salário. A universidade é feita por técnicos, professores e alunos. A união de todos é o grande diferencial dessa greve”, defende Nunes. “A unidade é o que fortalece a nossa greve. Fizemos paralisação em 2011 e não deu em nada”, lembra o coordenador administrativo do Sindicato dos Técnicos da UFRPE, Luciano Francisco da Silva.

Os estudantes, representados por entidades como a União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (Uespe) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRPE, ressaltaram a importância de estar ao lado dos grevistas. "A gente tem que apoiar a greve porque a melhoria é para todos, estamos lutando também é pela qualidade da nossa educação, pelos direitos do trabalhadores dessa educação", defende a presidente da Uespe, Stephanie Vilela.
Fonte : G1
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