quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pernambuco registra cinco casos de sarampo

Notificações ocorreram no Cabo (2), em Paulista (2) e Olinda (1).Secretaria de Saúde orienta vacinação e diz que não há motivo para pânico.


Após 13 anos sem registrar nenhum caso de sarampo, cinco pessoas foram diagnosticadas com a doença em Pernambuco. As notificações ocorreram nas cidades do Cabo de Santo Agostinho (2), de Paulista (2) e de Olinda (1), todas na Região Metropolitana do Recife. Apesar dos registros, não há motivo para pânico. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, todas as pessoas que adoeceram viajaram para o exterior ou estiveram em contato com estrangeiros aqui no País.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Rosilene Hans, recomenda manter o cartão de vacinação em dia. “É preciso que vá ao posto com sua carteira de vacinação para o profissional de saúde ver se está faltando alguma vacina ou dose de reforço.”
A imunização contra o sarampo faz parte da vacina tríplice viral, que inclui dose contra rubéola e caxumba. Essa é a única forma de prevenir a doença, que é altamente contagiosa e transmitida por meio de secreções das vias respiratórias e pequenas gotas de saliva no momento da tosse ou espirro.

Segundo a médica Márcia Jaqueline, os sintomas são muito parecidos com os de um resfriado. “Inicia com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, que demora entre 3 a 5 dias e depois aparecem as machinhas na pele”, explica.

Adultos e crianças devem ser vacinados contra o sarampo. Para quem tem até 10 anos, são duas doses: a primeira com um ano de idade e a segunda, três meses depois. Para quem tem entre 10 e 19 anos, também são recomendadas duas doses em um intervalo de 30 dias entre cada uma. Já homens, com idade entre 20 e 39 anos, recebem dose única. O mesmo vale para as mulheres com idade entre 20 e 49 anos, com exceção das grávidas, que não podem tomar a vacina.
“A gestante não pode tomar a vacina. Devido ao vírus, existe o risco de algum tipo de transmissão para o feto”, diz a coordenadora do Programa de Imunização de Olinda, Lídia Mello.

A nutricionista Andrezza Anes colocou o cartão de vacinação do filho Benjamim em dia. A única vacina que faltava era a do reforço contra o sarampo. “Ele já tomou a tríplice, tomou a BCG, a da gripe, hepatite, está com a carteira em dia.”
G1

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