quinta-feira, 27 de junho de 2013

Agentes de Saúde fazem paralisação de advertência em Cruzeiro do Sul

Categoria exige melhorias salariais e a realização de concurso público. Agentes pretendem entrar em greve a partir do dia 2 de julho.


              Agentes de endemias  (Foto: Genival Moura/G1)
             Agentes paralisaram atividades nesta quinta-feira (Foto: Genival Moura/G1)
Os agentes de endemias que atuam no combate à malária e à dengue no município de Cruzeiro do Sul (AC) cruzaram os braços nesta quinta-feira (27) numa paralisação de advertência. A categoria promete iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 2 de julho.
Segundo a classe, o governo do Estado não cumpriu com um acordo firmado com os agentes há cerca de um mês, quando houve a garantia de pagamento de benefícios como: auxílio alimentação, horas extras, vale transporte, fornecimento de mais equipamentos de proteção individual e investimentos em formação técnica.
Raquel Cabral, presidente do Sindicato dos agentes comunitários de Saúde e Endemias do Estado, diz que o governo quer realizar um concurso simplificado para depois forçar os agentes a pedir demissão da paraestatal pela qual são contratados. “A ideia é forçar a gente perder nossos direitos trabalhistas depois de anos de trabalhos, isso é um absurdo”, diz ela.
De acordo com a líder sindical, a categoria não aceita processo simplificado e a luta será por um concurso efetivo. “É vedada a contratação terceirizada desses agentes, conforme a Lei 11.350 e o governo não quer cumprir. É nessa hora que nós devemos nos unir e exigir nossos direitos. A partir de terça-feira estaremos iniciando uma paralisação por tempo indeterminado e desde já, queremos pedir desculpa à população, mas precisamos reivindicar aquilo que temos direito”, explica Raquel Cabral.
O assessor especial do Governo do Estado, Itamá de Sá, disse que lamenta a atitude que considera radical dos agentes de endemias. Segundo ele, o acordo firmado com o governo há um mês, ainda seria cumprido de forma retroativa para não trazer prejuízos. “O governo ainda estava tratando dessas questões internamente para ver a forma legal de conceder esses benefícios”.
Ainda segundo Itamá de Sá, o estado estuda a melhor forma de realizar um novo concurso, mas existe uma determinação para que o setor de endemias seja municipalizado. “A prefeitura não está aceitando, mas por vontade ou compulsoriamente terá que gerir esse serviço”, afirmou.
Os agentes comunitários de saúde de Cruzeiro do Sul vinculados ao município também realizaram um dia de paralisação e podem entrar em greve na terça-feira. Os cerca de 200 profissionais exigem melhorias salariais e são representados pelo mesmo sindicato dos agentes de endemias.
G1 Acre

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