quarta-feira, 12 de junho de 2013

Manifestantes entram em confronto com a policia em São Paulo


Novo protesto contra o aumento das tarifas do transporte público na capital paulista toma as ruas do centro de São Paulo
Novo protesto contra o aumento das tarifas do transporte público na capital paulista toma as ruas do centro de São Paulo - Eduardo Biermann

Os manifestantes que reclamam do reajuste no valor das passagens de ônibus e metrô em São Paulo voltaram a entrar em confronto com a Polícia Militar na noite desta terça-feira, na região do Terminal Parque Dom Pedro II, no centro da cidade. Além de apedrejar e pichar ônibus, o grupo chegou a lançar um coquetel molotov dentro do terminal. A PM teve de usar bombas de gás lacrimogênio para conter o vandalismo. Vinte pessoas foram detidas por depredação e tiveram a fiança estipulada em valores de até 20 000 reais, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado.

Às 18h40, a manifestação interditava a Avenida Faria Lima nos dois sentidos  (Foto: Julia Basso Viana/G1)

Após bloquear importantes vias da cidade, prejudicando o trânsito, os manifestantes protagonizaram cenas de depredação na região central – primeiro no Parque Dom Pedro, depois na Praça da Sé. Encapuzados, alguns integrantes picharam paredes, destruíram placas e vidraças. O grupo também atacou diversos ônibus, numa demonstração clara da incongruência dos protestos promovidos por um movimento que pleiteia tarifas mais baratas de transporte público. Um grupo chegou a tentar incendiar um coletivo. As tarifas aumentaram de 3 reais para 3,20 reais em 2 de junho.
A manifestação foi comandada pelo Movimento Passe Livre, formado por radicais de movimentos e partidos de esquerda. O grupo também montou barricadas nas ruas e incendiou sacos de lixo. Na Radial, uma importante via que liga a região central à Zona Leste, um grupo chegou a jogar pedras em policiais depois que um homem foi preso. 
O confronto com a PM ocorreu quando os manifestantes chegaram no terminal D. Pedro, depois de percorrerem cinco quilômetros. A PM teve afirma que teve que usar a Tropa de Choque por temer que alguns dos manifestantes queimassem ônibus.  
"Enquanto eu negociava com alguns, outros jogaram pedras e paus. Esse é o problema de um movimento disperso, querem protestar e quebram a cidade toda", disse o tenente-coronel da PM Marcelo Pignatari, responsável pela ação. O policial afirma que ele mesmo chegou levar uma paulada na perna. 
Lojistas tiveram de fechar as portas e a situação só se normalizou na região central por volta das 20h30, quando a PM entrou na Praça da Sé, local para onde os manifestantes correram quando ocorreu o confronto no terminal. Cerca de 4.000 pessoas participaram do protesto desta terça-feira. Por volta de 21h, um grupo menor, com cerca de 200 manifestantes, se deslocou para a região da Avenida Paulista e bloqueou algumas faixas no sentido Paraíso. Houve novo confronto com a PM em frente ao Parque Trianon.
Trânsito - É a terceira vez em menos de uma semana que manifestantes promovem cenas de vandalismo pelas ruas. Os manifestantes bloquearam faixas da Rua da Consolação e travaram a Radial Leste. Também atearam fogo em pneus e o estrago só não foi pior porque chovia forte em diversos pontos da cidade.
Na semana passada, o Movimento Passe Livre já havia causado transtornos em duas ocasiões. Na quinta-feira, o grupo se reuniu na Praça Ramos de Azevedo, no centro, e seguiu caminhando para a Avenida Paulista. No percurso, deixaram um rastro de vandalismo e entraram em choque com a Polícia Militar. Na sexta-feira, as cenas se repetiram em um protesto semelhante na Zona Oeste, quando os manifestantes voltaram a bloquear vias como a Avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros, causando enormes congestionamentos.
Depredações - Nesta terça-feira, o Ministério Público de São Paulo afirmou que pretende responsabilizar os manifestantes que depredaram estações de metrô e lojas nos protestos ocorridos na semana passada. Somente nestas estações, o prejuízo chegou a 73 000 reais. Um total de quinze pessoas foram detidas, entre elas o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.ém:

Veja.

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