quinta-feira, 11 de julho de 2013

Protesto em Suape paralisa atividade nas empresas

Parte permanecerá durante todo o dia impedindo o acesso ao complexo (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)
Desde às 3h30, as três entradas que dão acesso ao Complexo Industrial Portuário de Suape, por Ipojuca, Gaibu e pela PE-60, estão interditadas. Os trechos foram liberados no meio da manhã, para que os trabalhadores pudessem chegar ao ponto de concentração, a Curva do Boi, onde foi realizada uma assembleia geral. De lá, por volta das 9h30, uma parte do grupo que segundo a Força Sindical deve ser formado por 10 mil pessoas, seguiu para o Recife, em ônibus alugados pelas centrais sindicais, onde ficam concentrados na praça do Derby. A intenção é se unir a outras centrais sindicais e entidades ligadas a movimentos sociais, para a realização de um ato unificado, com uma passeata pelas avenidas Conde da Boa Vista, rua da Aurora, passando pela Assembleia Legislativa. De lá pretendem seguir para avenida Guararapes onde termina o ato. Um trio elétrico será utilizado para acompanhar o movimento.
Enquanto isso, a outra parte permanecerá durante todo o dia impedindo o acesso ao complexo, para que as empresas não obriguem os trabalhadores a retornar ao trabalho. O ato faz parte da programação do Dia Nacional de Luta em Defesa da Democracia e dos Direitos Trabalhistas. Esperava-se a presença de pelo menos 40 mil pessoas no ato realizado em Suape, mas, segundo o presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do Estado (Sintepav-PE), Aldo Amaral, esse número é menor porque várias empresas não enviaram ônibus para transportar os trabalhadores. Mas, para a organização do ato, o objetivo foi alcançado: todas as empresas estão com suas atividades paralisadas e os 80 mil trabalhadores de braços cruzados.
Os ônibus que tentam passar, são impedidos pelos trabalhadores. Mais cedo, muitos chegaram e voltaram para casa. Várias lideranças sindicais compareceram. Segundo Joseil Galvão, representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros (CTTB), não houve nenhuma resistência dos trabalhadores em relação as interdições. Durante a semana foram distribuídos panfletos no intuito de conscientizá-los. No Recife, as manifestações começaram com a participação dos funcionários dos Correios, em frente à agência central, na avenida Guararapes. Apesar disso, os serviços de postagem e entrega serão mantidos. A promessa é a mesma dos policiais federais, que pretendem realizar uma passeata no saguão do Aeroporto Internacional do Recife.
Já os professores da UFPE e UFRPE devem participar de debates sobre o funcionalismo público no Brasil a partir das 9h, em uma estrutura montada na entrada do campus Recife, localizado na Zona Oeste da Capital. Entre os pontos reivindicados por todos os segmentos, está a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução salarial, o fim do projeto de lei que amplia a terceirização, a reforma agrária, o combate à inflação, o transporte público de qualidade e mais investimentos em educação e saúde.
Folha Pe

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