sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mais Médicos: 244 profissionais estrangeiros chegam ao país

               O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebe médicos estrangeiros que vão atuar no Programa Mais Médicos. Na foto, o ministro Padilha, a médica espanhola Sonia Nunes, e o médico Thiago das Neves Carvalho (brasileiro que trabalhava em Portugal)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebe médicos estrangeiros que vão atuar no Programa Mais Médicos. Na foto, o ministro Padilha, a médica espanhola Sonia Nunes, e o médico Thiago das Neves Carvalho (brasileiro que trabalhava em Portugal)
Os 244 médicos formados no exterior selecionados na primeira etapa do Programa Mais Médicos chegam ao Brasil a partir desta sexta-feira (23). Esses profissionais desembarcam em oito capitais onde participarão do módulo de avaliação do programa sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa. Após a aprovação nesta etapa, serão encaminhados aos municípios e começam a atender a população a partir de 16 de setembro.

“Estamos recebendo em nosso país médicos que vão atender a população dos municípios do interior e das periferias dos grandes centros. Eles vieram de diferentes países para reforçar a assistência exatamente naqueles locais onde há maior dificuldade em contratar profissionais. Esta é a primeira seleção do Mais Médicos e as inscrições da segunda etapa já estão abertas. O Governo Federal continuará trabalhando para aumentar o número de médicos nas regiões onde mais precisam”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou a chegada de médicos do programa no aeroporto de Brasília. Mais Informações
Os 244 médicos formados no exterior selecionados na primeira etapa do Programa Mais Médicos chegam ao Brasil a partir desta sexta-feira (23). Esses profissionais desembarcam em oito capitais onde participarão do módulo de avaliação do programa sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa. Após a aprovação nesta etapa, serão encaminhados aos municípios e começam a atender a população a partir de 16 de setembro.
“Estamos recebendo em nosso país médicos que vão atender a população dos municípios do interior e das periferias dos grandes centros. Eles vieram de diferentes países para reforçar a assistência exatamente naqueles locais onde há maior dificuldade em contratar profissionais. Esta é a primeira seleção do Mais Médicos e as inscrições da segunda etapa já estão abertas. O Governo Federal continuará trabalhando para aumentar o número de médicos nas regiões onde mais precisam”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou a chegada de médicos do programa no aeroporto de Brasília.


A avaliação dos profissionais com diplomas no exterior será realizada nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. Eles estão sendo recebidos por representantes do Ministério da Saúde nos aeroportos internacionais dessas oito capitais. Após o desembarque, dirigem-se aos alojamentos onde ficarão hospedados.
Os custos com alojamento e alimentação serão pagos pelo Governo Federal. A organização logística do módulo, incluindo recepção aos profissionais, será responsabilidade conjunta dos ministérios da Saúde e da Defesa.
Seleção –No primeiro mês de seleção, 1.096 profissionais com diplomas do Brasil e 244 formados no exterior – sendo 99 de nacionalidade brasileira e 145 estrangeiros – confirmaram sua participação no Mais Médicos. Eles estão distribuídos em 516 municípios e 15 distritos sanitários indígenas. Ao todo, 3.511 cidades aderiram ao programa apontando 15.450 vagas.
A segunda seleção foi aberta nesta segunda-feira (19) para adesão de novos municípios e médicos brasileiros e estrangeiros, que podem se cadastrar até o dia 30 de agosto. Os profissionais selecionados nesta etapa iniciarão as atividades ainda na primeira quinzena de outubro.
Avaliação–O módulo de acolhimento e avaliação do Mais Médicos tem carga horária de 120 horas com aulas expositivas, oficinas e simulações de consultas e de casos complexos. Também serão realizadas visitas técnicas aos serviços de saúde com o objetivo de aproximar o médico de seu processo de trabalho.
Os temas abordados nas aulas incluem legislação, funcionamento e atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS) com enfoque especial na atenção básica, doenças prevalentes e aspectos éticos e legais da prática médica. Haverá aulas de língua portuguesa e avaliações para testar os conhecimentos linguísticos e de comunicação na prática médica no Brasil.
Os profissionais que vão atuar em áreas indígenas (DSEI) terão, além do módulo de acolhimento, aulas complementares específicas sobre saúde indígena. Estes profissionais ficarão concentrados em Brasília durante o período do módulo de acolhimento.
Os materiais que serão utilizados nessas atividades foram elaborados por uma comissão formada por professores de universidades federais inscritas no programa, Escolas de Saúde Pública e Programas de Residência, sob orientação do Ministério da Educação (MEC).
Depois de avaliados, os médicos que tiverem sua qualificação atestada receberão um registro profissional provisório. As prefeituras que receberão esses profissionais serão responsáveis pela alimentação e moradia dos médicos durante todo o período do programa. Todos os profissionais serão supervisionados por uma instituição de ensino e também pelas secretarias estaduais e municipais de saúde.
Como definido desde o lançamento do programa, os brasileiros tiveram prioridade no preenchimento dos postos apontados. As vagas remanescentes foram oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros. Os médicos com diplomas de fora do Brasil vão atuar com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e às regiões onde serão alocados pelo programa.
Os médicos do programa receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica.
O Programa –Lançado pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, no dia 8 de julho, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.
O Governo Federal está investindo, até 2014, R$ 15 bilhões na expansão e na melhoria da rede pública de saúde de todo o Brasil. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 16 mil unidades básicas. Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação desses estabelecimentos de saúde, além de R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários.
Distribuição dos médicos nos módulos de avaliação
Brasília
Profissionais que vão atuar no AC, AM, AP, PA, RO, RR, RJ, SP, TO, MA.
23
Fortaleza
Profissionais que vão atuar no CE, MA, PI e RN.
18
Rio de Janeiro
Profissionais que vão atuar no ES, GO, MT, MS, PR, RJ e SC.
68
São Paulo
Profissionais que vão atuar no estado de SP.
47
Porto Alegre
Profissionais que vão atuar no RS.
40
Recife
Profissionais que vão atuar em AL, PE, SE, PB e MG.
19
Salvador
Profissionais que vão atuar na BA.
13
Belo Horizonte
Profissionais que vão atuar em MG
16
Total
244
Fonte: Priscila Costa e Silva / Agência Saúde

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