quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Prefeito Renildo Calheiros é alvo de "farinhaço" na abertura da Câmara de Vereadores em Olinda

Muita confusão marca a sessão, em meio à polêmica sobre a CPI das Obras Inacabadas. O prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) foi alvo de "farinhaço"


O prefeito Renildo Calheiros (dentro do carro): saída sob escolta  / Divulgação

O prefeito Renildo Calheiros (dentro do carro): saída sob

escolta Divulgação

A primeira sessão plenária deste ano da Câmara de Vereadores de Olinda, nesta terça-feira (18), foi encerrada antes de iniciar o debate sobre o principal ponto de pauta – a discussão sobre a instalação da CPI das obras inacabadas – devido a um princípio de tumulto.

O prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) resolveu ir pessoalmente passar a mensagem do Executivo para o Legislativo, acompanhado de secretários, diretores e funcionários com cargos comissionados, gerando insatisfação de grupos de oposição. Após uma mistura de vaias, aplausos e “farinhaço”, o chefe do Executivo deixou o Legislativa com ajuda das Polícias Militar e Civil.

A galeria da Casa e o plenário estavam lotadas quando o prefeito Renildo Calheiros iniciou o seu discurso. Interrompido por vaias, o chefe do Executivo disse que as manifestações não lhe causavam desconforto. Os vereadores de oposição Arlindo Siqueira (PSL) e Jorge Federal (Solidariedade) se retiraram do plenário e um boneco judas produzido por integrantes do movimento Acorda Olinda, com o rosto do vereador Joabe Teodoro (PRP) – que retirou seu nome do pedido da CPI – foi apreendido pela Guarda Municipal.

De acordo com Arlindo Siqueira, os vereadores da base do governo “não queriam liberar o livro dos oradores”.
O presidente da Câmara, Marcelo Soares, disse que participaram da sessão “meia dúzia de gatos pingados da oposição, que são minoria na cidade”. Ele afirmou que encerrou a sessão respaldado pelo regimento interno e motivado pelo comportamento inadequado dos que ocupavam a galeria. Além de Renildo, apenas o líder do governo, Marcelo Santa Cruz (PT), teve o direito à fala garantido.

De acordo com secretário do Governo, Luciano Moura, das 14 obras listadas no requerimento da CPI, apenas duas estão paralisadas. “Nós temos muito o que fazer. O prefeito e os secretários não podem ficar batendo boca com movimento que só quer desqualificar a gestão e não apresenta alternativas”.
Moura ainda destacou que a atual gestão é responsável por atrair aproximadamente R$ 1 bilhão em recursos e que está empenhada em concluir as obras que irão “revolucionar a estrutura da cidade”.

Renildo deixou o Legislativo escoltado. Integrantes do movimento Acorda Olinda acompanharam a sessão e jogaram farinha no carro do prefeito, protestando com o mote: “é tudo farinha do mesmo saco”. Segundo Marcelo Santa Cruz, o movimento foi orquestrado por apoiadores da ex-prefeita de Olinda Jacilda Urquisa (PMDB).

A bancada de oposição pretende retomar o debate sobre a CPI das obras inacabadas na próxima sessão, que será realizada na quinta (20). Até o fechamento desta edição, os vereadores Arlindo Siqueira, Jorge Federal, Jesuíno Araújo (PSDB), Graça Fonseca (PR) e Riquinho (PROS) mantiveram suas assinaturas no requerimento de abertura da CPI. Para que a tramitação seja iniciada é necessário que, no mínimo, seis vereadores assinem o documento.

Fonte: Jc online

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