quinta-feira, 9 de junho de 2016

A saga de um agente de saúde pelas comunidades remotas do Amazonas


Em meio à dificuldade de acesso e a escassez de medicamentos, os agentes de saúde correm contra o tempo para salvar vidas às margens do Rio Amazonas e, muitas vezes, são alvo das mesmas doenças que acometem a comunidade.

Quando a distância até o posto de saúde mais próximo é equivalente a uma viagem de barco que duraria cerca de seis dias, a esperança para tratar o pequeno indígena de quatro anos de idade é a chegada de um agente de saúde. Para as comunidades que vivem no entorno do rio Amazonas e que, portanto, têm pouco acesso à saúde e saneamento, os agentes desempenham papel de extrema importância. João Carlos da Silva chegou a tempo na comunidade de São Paulo, interior de Lábrea (AM), para identificar que o garoto, que sentia calafrios e estava com febre alta, tinha um quadro de malária, que inspirava cuidados imediatos.


Por ali, a frequência dos agentes de saúde é baixa; as visitas acontecem, no máximo, duas ou três vezes ao ano. Isso quando não há baixas entre os próprios agentes, que, muitas vezes, também são vítimas das moléstias que curam. “Malária eu já tive 25 vezes do tipo vivax, quatro falciparum e quatro infecções. Nessas quatro infecções, fui parar no hospital, jogado pela mão dos outros”, conta José Vale Campos, agente de endemias. De forma geral, os agentes de saúde são moradores do entorno que se voluntariam e são treinados para atender urgências e encaminhar os casos mais graves ao Sistema de Saúde.


Fonte:https://catracalivre.com.br

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