quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Macapá registra 674 casos de malária em 2016 e ação busca diminuir índice

Bairro Universidade lidera ranking com 83 casos registrados na capital.
Campanha de combate à doença segue até 8 de novembro.


Malária, casos registrados, Macapá, Amapá, campanha de combate, borrifação (Foto: Divulgação/Semsa)
Do G1 AP com informações da Rede Amazônica no Amapá

De janeiro a setembro Macapá registrou 674 casos de malária. Os dados são do programa de combate à doença, que iniciou uma campanha de orientação aos moradores, coleta de sangue para a realização de testes rápidos e borrifação nos bairros e distritos com maiores índices na capital. As atividades seguem até 8 de novembro.

O agente de endemias Jailson Ferreira informou que o bairro Universidade, na Zona Sul da capital, lidera o ranking de infestação com 83 de casos registrados. Segundo ele, a doença que é peculiar de áreas rurais se instalou na cidade por meio de pontos alagados.


Malária, casos registrados, Macapá, Amapá, campanha de combate, borrifação (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Agente de edemia Jailson Ferreira
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)


"A malária é uma doença da área rural, mas acaba que ela se instala na zona urbana, principalmente em áreas periféricas onde têm pontos de alagamentos. E o que acontece? O mosquito vai estar transmitindo para muitas pessoas e a dispersão nesses lugares é muito rápido, como o caso do bairro Universidade. Lá, as casas são muito próximas uma das outras, o que facilita a manifestação", contou.

De acordo com o diretor da Vigilância Ambiental de Macapá, Josean Silva, no primeiro momento a ação ocorre em duas etapas, pela manhã e madrugada, em aproximadamente cinco locais da capital, onde já foram identificados casos de malária, entre eles os bairros Universidade, Ipê, Congós e Zerão e comunidades rurais do distrito do Coração.

"Os trabalhos de borrifação nesses bairros serão feitos em três ciclos, de três dias cada, com um pequeno intervalo de aproximadamente 4 dias entre cada ciclo para a eliminação do mosquito. Ao todo, 23 agentes de endemias estão envolvidos na atividade, 15 durante o dia e 8 na madruga com a borrifação", explicou o diretor.



Malária, casos registrados, Macapá, Amapá, campanha de combate, borrifação (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Bairro Universidade lidera ranking de casos
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realiza a notificação, diagnóstico e tratamento em 13 Unidades Básicas Saúde (UBS) e mantém sete postos para notificação distribuídos nos distritos de Pacuí, Maruanum, Santo Antônio, Torrão do Matapi, Lontra da Pedreira, Ipixuna Miranda, Cristo Rei, além de quatro postos volantes e outro no terminal rodoviário.

Segundo a Semsa, todo o tratamento é oferecido gratuitamente na rede municipal de saúde e deve ser feito até o final para garantir a cura.

Confira as UBS's que realizam esse serviço:
1- Brasil Novo - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
2- Congós - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
3- Coração - 8h às 12h (segunda a sexta-feira);
4- Infraero II - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
5- Lélio Silva - 24 horas;
6- Marabaixo - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
7- Marcelo Cândia - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
8- Novo Horizonte - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
9- Pedro Barros Monteiro (Fazendinha) - 8h às 12h (segunda a sexta-feira);
10- Policlínica da Unifap - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
11- Rubim Aronovitch - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira);
12- Hilda Iléia (Curiaú) - 8h às 12h (segunda a sexta-feira);
13- Perpétuo Socorro - 8h às 12h / 14h às 18h (segunda a sexta-feira).

Malária
É uma doença infecciosa, transmitida através da picada do mosquito do gênero Anopheles, infectado com parasitos Plasmodium. Os principais sintomas são calafrios, febre e dor de cabeça.

O diagnóstico é geralmente feito através de análises microscópicas ao sangue que confirmam a presença do parasita. A malária tem cura se diagnosticada de forma precoce, e o tratamento acontece através de remédios.
Testes rápidos são realizados para o início do tratamento (Foto: Divulgação/Semsa)

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