quarta-feira, 14 de junho de 2017

Professores e agentes de saúde suspendem greve e retornam ao trabalho em Vitória da Conquista

Professores decidiram pela suspensão da greve, em assembleia na terça-feira (Foto: Divulgação/ Simmp)
Professores decidiram pela suspensão da greve, em assembleia
na terça-feira (Foto: Divulgação/ Simmp)

Por G1 BA

Os professores da rede municipal e agentes comunitários de saúde de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, voltaram ao trabalho nesta quarta-feira (14), após decidirem suspender a greve que durou 23 dias. Os servidores municipais já tinham retornado às atividades, na terça-feira (13), depois de também suspenderem a paralisação.

Os sindicatos que representam os funcionários municipais afirmam que, apesar de a greve ter sido suspensa, ainda pretender manter negociação com a prefeitura para atender as reivindicações.
A presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (Simmp), Arlete Dória, diz que, após a greve, a prefeitura prometeu dar um reajuste de 7,64%, que é garantido em lei para os docentes. Ela afirma que os principais pontos pendentes são a reformulação de plano de carreira e o reenquadramento dos monitores no magistério.

Já a coordenadora do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde (Sindacs), Rita Suzana, diz que a categoria busca um reajuste de 6,48%, mas a prefeitura ofereceu um reajuste escalonado de 5%.

A prefeitura informou ao G1 que enviou um projeto à Câmara de Vereadores proposta de reajuste de 5% para o funcionalismo em geral e 7,64% para os professores. A administração destaca ainda os benefícios negociados com os trabalhadores, como 25% de aumento no valor do vale-refeição, implantação de plano de saúde e programa habitacional para os servidores e mesa permanente de negociação para estudos de outras demandas de acompanhamento do quadro fiscal.

A prefeitura diz ainda que, para os agentes de saúde e endemias, foi concedido aumento do vale-transporte de 10 para 20 unidades, ajuda de custo de R$ 80 para R$ 100, e para os supervisores de endemias, que recebem R$ 105, reajuste para R$150,00.
A administração diz ainda que os monitores de creche também tiveram o aumento de R$100 na Condição Especial de Trabalho, acréscimo salarial pago aos monitores de creches. O valor passaria dos atuais R$ 300 para R$ 400.


A prefeitura diz ainda que, com as ofertas encaminhadas há 10 dias aos sindicatos, "chegou ao seu limite" e reafirma seu compromisso com o cumprimento do limite prudencial de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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