quinta-feira, 27 de julho de 2017

Roraima tem aumento no número de casos de dengue, zika e chikungunya em comparação com o mesmo período do ano passado.


Aedes aegypti é transmissor da dengue, zika e chikungunya (Foto: James Gathany)
Por Inaê Brandão, G1 RR


Roraima é o único estado do Brasil com aumento no número de casos prováveis de dengue, zika e chikungunya em comparação com o mesmo período do ano passado. O dado é 20º boletim epidemiológio do Ministério da Saúde que inclui dados de janeiro a junho.

No período analisado pelo ministério, foram registrados 103 casos prováveis de dengue em 2016 e 808 em 2017 no estado. O crescimento dos casos de chikungunya foi de 2.635% sendo registrados 60 casos em 2016 e 1.641 neste ano. Os casos de zika prováveis no último ano foram 73 contra 219 até 26 de julho.

Roraima foi o único estado do Brasil que apresentou um crescimento no número de casos de zika no período. O aumento nos casos de dengue também foi registrado no Ceará e os de chikungunya nos estados do Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso. Apesar disso, o estado do extremo Norte foi o único onde houve aumento no índice de casos das três doenças.


Segundo dados do governo do estado, de janeiro a julho de 2017 foram confirmados 148 casos de dengue, 171 de zika e 1.550 de chikungunya. A maior parte dos registros se concentra na capital Boa Vista. Na cidade, foram confirmados 96% dos casos de zika, 88% dos de chikungunya e 52% dos de dengue.















Desde maio deste ano, o estado confirma que Roraima vive um surto de chikungunya. Os municípios do interior, inclusive, já foram alertados até sobre uma possível endemia da doença.

Sesau diz que agentes de endemia foi fator que levou a aumento

O secrerário de Saúde adjunto, Paulo Linhares, afirmou que o mosquito Aedes Aegypti se proliferou em Boa Vista e os índices das doenças aumentaram em razão da falta de agentes de endemias que são constratados pela prefeitura.

"Quem tem a função legal, constitucional e recebe recursos para a contratação de agentes de endemia que é aquele servidor que vai na sua casa fiscalizar o seu quintal é a prefeitura", afirmou Linhares acrescentando que em 2017 apenas 31% das casas do município receberam visitas dos agentes.

Questionado sobre o trabalho que o governo está desenvolvendo depois da criação do Gabinete Integrado de Gestão Emergencial o secretário afirmou que os municípios estão sendo monitorados e cobrados com relação a proliferação das doenças.

Em nota, a prefeitura informou que tem chamado os agentes de combate às endemias para compor dentro de suas possibilidades orçamentárias.

A nota diz também que o município tem desenvolvido um calendário de atividades executadas juntamente com os agentes de combate a endemias e profissionais de saúde, nas unidades e em todos os bairros da capital.

"No período de chuvas as águas são acumuladas em depósitos, garrafas e tampinhas deixadas aleatoriamente nas ruas e residências. Essa é uma situação recorrente registrada em todos os Levantamentos de Índices de Infestação - LIRAa, que demonstra que a maioria dos focos do Aedes aegypti encontram-se em depósitos de lixo acumulado indevidamente nas ruas e quintais das pessoas", pontuou.


Por Inaê Brandão, G1 RR


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