sexta-feira, 16 de março de 2018

Agentes de saúde de Natal votarão indicativo de greve no próximo dia 23.


Dos 193 agentes de endemias que devem atuar diretamente em campo, combatendo o mosquito, apenas 99 estão trabalhando
Os serviços de saúde da capital potiguar poderão ficar prejudicados nos próximos dias. É que os agentes de saúde de toda a capital potiguar farão, na próxima sexta (23), uma assembleia geral em frente ao prédio da Prefeitura, na Cidade Alta, para deliberar sobre uma possível paralisação da categoria. 

Entre outros pontos, os agentes de saúde de toda Natal reivindicam fardamentos, equipamentos de proteção individual, exames de saúde periódicos, incluindo dermatológicos e capacitação adequada dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias nomeados no último concurso. Sobre este último ponto, o diretor do Sindicato dos Agentes de Endemias (Sindas-RN), Cosmo Mariz, alega que a prefeitura nomeou os agentes e colocou os profissionais para trabalhar, sem a devida capacitação.


















O ponto principal questionado pelos agentes é relacionado à data-base e às mudanças de nível, que não vêm acontecendo como deveriam, de acordo com Cosmo Mariz. Ele alega que uma lei implantada em 04 de dezembro de 2010 regulamentou essa questão, mas que até agora, oito anos depois, nada foi cumprido.

A lei diz que as datas-base devem ter um reajuste sempre nos meses de março. "Desde 2010 o nosso salário está congelado", alega Cosmo Mariz, reiterando que, desde a promulgação da lei, a categoria fez duas paralisações: uma em 2013, de 28 dias, e outra em 2015, de 45 dias. As mudanças de nível são outra reclamação da categoria, uma vez que determinados agentes mudaram de letra mas não tiveram a mudança no salário. Para este ano, por exemplo, Mariz já adiantou que a gestão não pretende mudar os valores do data-base, alegando dificuldades financeiras. A ideia do sindicato é ter o reajuste já esse ano e negociar quanto aos retroativos dos anos anteriores.

A direção do sindicato entregou um ofício no último dia 12 à Secretaria de Saúde de Natal, Saudade Azevedo, mas ainda não obtiveram resposta. O SindasRN alega que a paralisação só será suspensa caso o executivo sinalize com as reivindicações e apresente propostas que estejam de acordo com a pauta. Atualmente, Natal conta com cerca de 1850 profissionais da saúde, entre agentes comunitários e agentes de endemias. No entanto, por lei, de acordo com Cosmo Mariz, esse número deveria ser de 2.300 profissionais.


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