segunda-feira, 27 de junho de 2016

Agentes de Saúde treinam para identificar violência contra o idoso


(Fotos: Neka Dal Pont e reprodução Internet/Reuters)
Buscando aperfeiçoar o atendimento e identificar quando os idosos sofrem maus tratos, a Administração Municipal, via Conselho dos Direitos do Idoso (CMDI) de Criciúma e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), realiza encontros nessa segunda-feira (27) e terça-feira (28), na sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), para falar sobre “O Envelhecimento Populacional e a Violência contra a Pessoa Idosa”. Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa (15 de junho), o evento procura sensibilizar, através de palestras e bate-papos, os profissionais de saúde que prestam atendimento aos idosos. 

“A maioria da violência contra o idoso ocorre na própria família. Enquanto deveria ser ao contrário, os parentes cuidarem das pessoas mais velhas. Isso se torna um problema muito grande, pois, como há laços familiares entre eles, o idoso acaba não denunciando”, explica a presidente do CMDI, Mariela Paseto. “É muito grande o índice de violência contra o idoso. Os agentes comunitários são as pessoas que mais se aproximam deles e, por isso, devem saber identificar quando há alguma agressão. Juntos, vamos diminuir esses números”, afirma a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Idoso, Maria Inês Conti.

“A pessoa quando atinge uma idade mais avançada torna-se mais vulnerável e passa a depender da família e, mesmo que sofra violência, não denuncia, pois tem medo de ficar sozinha. Para evitar que isso ocorra, as agentes comunitárias são fundamentais, pois são elas que terão a maior oportunidade de perceber e denunciar na rede de proteção ao idoso do município. São essas pessoas mais velhas que construíram a nossa cidade, temos que respeitá-las e isso deve ser feito através do cuidado que podemos dar”, comenta o prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo.

(Secom/PMC)

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