sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Agentes de Endemias de Olinda e representantes do Estado iniciam atividades sobre estudos de malacologia

O intuito da reunião foi ajustar diretrizes para os agentes de endemias investigarem as áreas afetadas

Uma reunião envolvendo representantes do Estado e a Diretoria de Vigilância em Saúde de Olinda (DVS) marcou nesta quinta (16.11) a implantação dos estudos de malacologia no município. O Centro de Vigilância Ambiental de Olinda (Cevao), situado em Cidade Tabajara, PE-15, local do encontro, será a instância de coordenação do projeto, estando também envolvidas as Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária.

A malacologia dedica-se ao exame dos caramujos, principal transmissor da esquistossomose, identificando os positivos. As ações serão realizadas em áreas potenciais de risco para contágio a partir da coleta, análise e destruição dos caramujos positivos para o schistosoma mansoni, agente causador da doença.

A diretora da DVS, Mariurcha Dantas, alertou sobre a importância da prevenção. “Estamos reativando nosso laboratório para assim trabalhar na prevenção de doenças e poder evitar que as pessoas adoeçam, pois essas diretrizes fazem parte das nossas metas”, adiantou.














O gerente do Cevao, o biólogo Henrique Silva, destaca a importância da ativação do laboratório. “Nós estamos implantando em Olinda um laboratório para estudos e de identificação de áreas de risco para o fortalecimento de medidas de prevenção e controle da esquistossomose na população”, explicou o gestor.

O gerente do Cevao informou ainda que no próximo dia (21.11) os agentes de endemias vão entrar em campo no bairro de Ilha de Santana, quando começarão a analisar os caramujos mais propensos que podem transmitir a doença. Em seguida, as coletas seguem para pesquisa no laboratório de Esquistossomose com o intuito de serem identificados.

DOENÇA – Infecção causada por verme parasita, Schistosoma mansoni, que contamina o ser humano por meio do caramujo existente em rios e correntes de água doce. A esquistossomose leva ao aumento do fígado e baço, ascite (barriga d’água) e alterações no sistema urinário, causando sangramento na urina.

O diagnóstico precoce evita que a doença se desenvolva e se torne crônica. O tratamento é feito com o Praziquantel, distribuído gratuitamente no município.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Use comentários moderados sem ofensas ou palavrões, comentários ofensivos não serão publicados.

Publicidade